O jornalista Marcos Sá Corrêa disse coisas interessantes na Semana do Jornalismo, realizada no final de outubro pelo curso de Jornalismo da UFSC. Dignas de reflexão, arrisco um resumo das falas interessantes do editor da Revista Piauí.
Definição de notícia: "É aquilo que acontece agora em algum lugar onde não tem nenhum jornalista. (...) A replicação das notícias de ontem e que vão sair de novo amanhã."
Segundo ele, o último jornal impresso vai ser lido em 2043 nos Estados Unidos, ano em que vai morrer o último leitor que possui o hábito de ler jornais em papel. Para reforçar o argumento de sua previsão, citou pesquisas que apontam em 53 anos a idade média dos leitores de jornal hoje nos EUA.
Deu recomendações aos futuros jornalistas: "Repórter é um profissional da ignorância. Ele habita no território da novidade, do que ele está disposto a apreender. Sempre na fronteira daquilo que ainda não sabe. (...) A essência da Internet é que quem manda na audiência é a própria audiência".
Sugeriu algumas leituras, como "A Ferro e Fogo", de Warren Dean, na opinião dele uma obra fundamental para entender o Brasil, além, é óbvio, de "Casa Grande e Senzala", do mestre Gilberto Freyre.
Não lembrou o nome do autor, mas citou "Green Ink: an Introduction to Enviromental Journalism", de Michael Frome, norte-americano de 74 anos que é uma das referências no jornalismo ambiental praticado mundo afora. "Ele esteve em Curitiba participando de um evento e a imprensa nacional praticamente ignorou sua presença", criticou.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Lições do dono da Piauí
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Fragmentos do tempo
O repórter Celso Martins, com quem trabalhei em O Estado nos anos 80, inaugurou seu espaço na blogosfera com o pé direito, se é que se pode usar este chavão para um esquerdista de carteirinha. Ele criou um blog fotográfico (!), segundo li no Sindicato dos Jornalistas, mas confesso que jamais vi o Celso com a câmera na mão. Entretanto, pelo que vi e li, o delegado não pretende, decisão sábia, abandonar a caneta. Repórter de mão-cheia, ele está brindando seus leitores com textos, imagens e histórias de sua longa trajetória jornalística-política. Clique aqui para conferir o blog do sujeito, vale a visita. Desejo vida longa à iniciativa. Meu caro, uma curiosa coincidência: o primeiro contato que tive com o mundo da fotografia também foi com uma Kodak Rio 400. Um grande abraço.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Relembrando, pois
Legal a iniciativa do jornalista Carlos Damião, meu ex-colega de redação em O Estado, de resgatar um caderno especial sobre Florianópolis produzido em 1976 pela equipe na qual ele trabalhou no outrora mais poderoso jornal de Santa Catarina. Clicando aqui, você pode acessar o blog do Damião e clicando aqui o leitor pode acessar diretamente o blog que ele criou para colocar os textos do Brazil, Capital Desterro. Para as novas gerações de jornalistas, a internet é uma ferramenta fantástica para fornecer pistas para entender o mundo em que vivemos. Aliás, clicando aqui você acessa o Memória Viva, iniciativa brilhante que coloca à disposição dos interessados - sem cobrar por isso - o acervo da extinta revista O Cruzeiro, e muito mais. Entender o presente, sem conhecer o passado, é certamente uma tarefa cruel.
No ar, de novo
O jornalista Ildo Silva, meu ex-colega de faculdade em Porto Alegre e de redação em O Estado deve estar feliz da vida. Leio no site do Acontecendo Aqui que a TV Unisul voltou ao ar depois que um grupo ligado à universidade de Tubarão esteve em Brasília na semana passada conversando com o ministro das Comunicações, Hélio Costa. Depois de passar pela redação do Diário Catarinense, Ildo passou a dar aulas e se transferiu de mala e cuia para Tubarão. Encontrei com ele na sexta-feira anterior à sua viagem a Brasília e ele está entusiasmado com sua nova vida. Começa a promover diversas iniciativas na área de comunicação na região Sul catarinense. Tomara que tenha muito sucesso, pois o Ildo é um jornalista dos bons, daqueles que a gente gosta de conversar.
domingo, 1 de julho de 2007
Sêo Freitas, homem raro
Carlos de Freitas, o primeiro jornalista em Santa Catarina a me dar uma chance para começar na profissão vai ser homenageado em Blumenau pelos seus 60 anos de jornalismo. Leio que a iniciativa partiu da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí. A homenagem está marcada para terça-feira(3), às 19h, na sede da entidade, que fica na Rua Timbó, 84, no bairro Victor Konder. Aos 87 anos, Sêo Freitas mora no asilo Casa São Simeão, em Blumenau, onde ainda dedica boa parte de seu tempo à literatura.
A matéria publicada no site da prefeitura de Blumenau, de autoria da repórter Marilí Martendal, conta que o velho jornalista é o atual Presidente de Honra do Conselho Editorial da Editora Cultura em Movimento, da Fundação Cultural de Blumenau.
Marili relata que o gaúcho Freitas passou pelas redações de publicações como a Folha de São Paulo - onde atuou por 16 anos, além da Revista O Cruzeiro. Veio para Blumenau em 1976, onde trabalhou por muitos anos no Jornal de Santa Catarina e também no jornal A Hora, dedicado à cultura.
A repórter não faz referência na matéria quanto aos rasantes do Sêo Freitas em Florianópolis. Tive duas oportunidades de trabalhar com ele por aqui: em 1986 ele chefiava a sucursal de A Notícia na Capital. A última foi na segunda metade dos anos 90, quando ele chefiou um projeto editorial na Grande Florianópolis que acabou naufragando. Foram breves períodos. Lembro que seu grande amigo na cidade é o Edson Rosa, jornalista do A Notícia por longos anos.
De qualquer modo, a experiência de conviver com ele valeu a pena. Um abraço meu velho amigo, você merece a homenagem. Parabéns aos profissionais de arquitetura e engenharia pela bela iniciativa.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Jornalistas param por salários no RS
A redação do jornal A Razão, de Santa Maria, minha cidade natal no Rio Grande do Sul, promete parar por três horas nesta quinta-feira (21). A atitude dos profissionais é motivada pelo não-pagamento em dia dos salários. Reclamam salários de maio e anteriores, não pagos a alguns funcionários. Os grevistas têm apoio do sindicato, que ameaça com ações judiciais e extrajudiciais. Temo pelo pior, pois aqui em Florianópolis o mais antigo diário "O Estado" acaba de virar semanário - sentença de morte - depois de enfrentar problemas semelhantes e a concorrência, cada vez mais acirrada. Tomara que a viúva que herdou o jornal mais tradicional de Santa Maria consiga sanear a empresa e garantir uma sobrevida ao jornal mais antigo em circulação na cidade gaúcha. Aliás, criei no Orkut uma comunidade dedicada aos jornalistas que nasceram em Santa Maria, se formaram lá ou nutrem alguma relação com a cidade.
